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Sergio Moro promete criar ‘Agência Estadual de Combate à Corrupção’ no Paraná e diz que vai participar de debate na TV

Sergio Moro (PL) dá entrevista ao Meio-Dia Paraná Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná nas eleições de 2026, afirmou que pretende criar uma "Agência...

Sergio Moro promete criar ‘Agência Estadual de Combate à Corrupção’ no Paraná e diz que vai participar de debate na TV
Sergio Moro promete criar ‘Agência Estadual de Combate à Corrupção’ no Paraná e diz que vai participar de debate na TV (Foto: Reprodução)


Sergio Moro (PL) dá entrevista ao Meio-Dia Paraná Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná nas eleições de 2026, afirmou que pretende criar uma "Agência Estadual de Combate à Corrupção" no Paraná, se eleito. Moro também afirmou que pretende participar do debate entre os candidatos ao governo organizado pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, no dia 29 de setembro. Desde o início da campanha eleitoral, Moro não esteve em nenhum dos debates entre candidatos. Assista à íntegra da entrevista no vídeo acima. “Vamos criar nossa Agência Estadual Anticorrupção. Aqui no Paraná nós vamos ser modelo para o restante do país. Se Brasília abandonou o combate à corrupção e hoje nos entristece, nós vamos ter nossa agência para não deixar acontecer. Porque cada centavo economizado do desvio do dinheiro público é dinheiro que a gente vai utilizar na saúde, na educação e na infraestrutura”, disse Moro. O candidato disse que vai colocar na agência "os melhores servidores públicos”, com uma diretoria com mandato de quatro anos. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A fala foi feita em entrevista ao vivo no telejornal Meio Dia Paraná, na RPC, afiliada da TV Globo, nesta segunda-feira (14). Ao longo da semana, os candidatos Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) também serão entrevistados. Veja abaixo as datas das entrevistas. Sobre a participação no debate eleitoral organizado pela emissora, Moro disse que vai participar e afirmou que não tem “nenhum problema com debate qualificado” e que os anteriores estavam ainda "prematuros". Sérgio Moro, candidato ao Governo do Paraná Manuella Mariani/g1 Entrevistas com os candidatos ao governo do Paraná na RPC A entrevista com Sergio Moro foi a primeira da série de entrevistas exibidas ao vivo pela RPC no telejornal Meio-Dia Paraná. Serão ouvidos os três candidatos que aparecem melhor colocados no cenário estimulado da última pesquisa Quaest de intenção de voto para o governo do estado. Além de Moro, serão ouvidos os candidatos Sandro Alex (PSD), na terça-feira (15), e Requião Filho (PDT), na quarta-feira (16). A ordem das entrevistas foi definida por meio de sorteio, realizado na presença de representantes dos partidos: Sergio Moro (PL) - entrevista na segunda-feira (14) Sandro Alex (PSD) - entrevista na terça-feira (15) Requião Filho (PDT) - entrevista na quarta-feira (16) O tempo das entrevistas é de 30 minutos, com mais um minuto para considerações finais, para cada candidato. Os demais candidatos ao governo do Paraná terão entrevistas gravadas de um minuto, exibidas também no Meio Dia Paraná, na sexta-feira (18). Temas abordados na entrevista Na entrevista desta segunda-feira, Sergio Moro foi perguntado sobre os seguintes temas: Código de ética para o alto escalão do governo; Gastos com deslocamentos durante mandato como senador; Relação com o governador Ratinho Jr.; Tabela SUS Paranaense; Aliança com o candidato Flávio Bolsonaro; Privatização da Copel ; Código de ética para o alto escalão do governo A entrevista começou com uma pergunta sobre a proposta de criação de um código de ética para o alto escalão do governo, prevista no plano de governo do candidato. Quando atuava como juiz, Moro tinha um salário de quase R$ 30 mil e também recebia um auxílio-moradia, mesmo sendo proprietário de um apartamento em Curitiba, onde trabalhava. À época, Moro justificou que o benefício servia para compensar a falta de reajuste salarial dos juízes. Questionado se usar o auxílio como aumento salarial seria ético e moral, o candidato disse que "ninguém combateu mais a corrupção". Afirmou ainda que sua intenção, caso eleito, é criar uma “Agência Estadual de Combate à Corrupção”, que deverá ser administrada por funcionários públicos para fiscalizar possíveis fraudes em licitações e enriquecimentos ilícitos. Afirmou ainda que a diretoria deste órgão terá um mandato de quatro anos, para que não sofra “pressões políticas”. Sobre os “penduricalhos” – valores incluídos nos salários – dos juízes, o candidato atribuiu os valores do auxílio-moradia a um "descontrole" de Brasília, mas que é preciso tratar deste assunto com transparência. Gastos com deslocamentos durante mandato como senador Ao ser questionado sobre os gastos de R$ 720 mil em seu mandato como senador, sendo o oitavo senador com mais gastos desse tipo no país, Sergio Moro afirmou que, ao ser eleito em 2022, se comprometeu em ser um “senador itinerante”, para estar perto da população e ouvir suas necessidades. Disse ainda que não enriqueceu com este dinheiro. Segundo ele, as viagens e gastos foram para conhecer as realidades das pessoas e que vai continuar viajando. Durante este tópico, Moro disse que vai cortar os gastos com regulações, cargos e burocracias desnecessários para um “choque de gestão” no Governo do Estado. Relação com o governador Ratinho Junior Sobre ter sido obrigado pela Justiça Eleitoral a retirar do ar a propaganda eleitoral em que afirmava que o governador Ratinho Junior era seu aliado em 2018 (quando Moro ainda era juiz federal) e em 2022 (quando Ratinho Junior declarou apoio público ao então candidato ao Senado Paulo Martins), Sergio Moro negou ter tentado "pegar carona" na popularidade do atual governador. Disse que respeita a decisão judicial, mas que a considera “equivocada”. Segundo ele, em 2018 assumiu o governo de transição do então presidente eleito Jair Bolsonaro, e que começou uma interlocução com os governadores. Disse ainda que teve uma “parceria efetiva” em projetos do governador Ratinho Junior. Em 2022, disse que foi senador na mesma coligação do governador do Paraná. Afirmou ainda que não é adversário de Ratinho Junior e que pretende manter alguns dos projetos do governador, mas não se aprofundou em quais seriam estes projetos. Tabela SUS Paranaense Sergio Moro disse que, para a área da saúde, propõe a ‘Tabela SUS Paranaense’. Segundo ele, com o corte de gastos estadual que irá realizar no governo, vai complementar os pagamentos da tabela federal do SUS. A intenção, com isso, seria ampliar as ofertas de consultas, exames e cirurgias, para diminuir filas. O projeto, segundo Moro, é baseado em uma iniciativa implementada em São Paulo. Ao ser questionado sobre a demanda do SUS na região de Foz do Iguaçu, que atende também estrangeiros vindos de regiões de fronteira, disse que terá um olhar para cada uma das regiões do Paraná e que apenas construir hospitais não resolve o problema. O candidato não detalhou o que fará especificamente na região Oeste, mas disse que a saúde será uma das prioridades do seu governo, caso eleito. Aliança com o candidato Flávio Bolsonaro Perguntado sobre o apoio a Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, que passou a ser investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Banco Master, Sergio Moro disse que Flávio Bolsonaro “apresentou as explicações dele” e que "nunca obstruiu as investigações". Moro disse que as investigações contra Flávio Bolsonaro vão seguir, que não tem “compromisso com o erro”, e que os questionamentos devem ser feitos para o candidato à presidência. Sobre Waldemar da Costa Neto, presidente do PL, que foi condenado pelo STF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no Mensalão, Moro disse que o presidente do seu partido já cumpriu a pena e que "depois, não ouviu mais falar sobre envolvimento dele em coisas erradas". Disse ainda que não é Costa Neto quem vai governar o Paraná. Privatização da Copel Sobre o serviço realizado pela Copel após a privatização, concluída em 2023, Moro afirmou que não é contrário à privatização e que pretende mantê-la. No entanto, disse que o objetivo da venda da empresa deveria ser mais eficiência e qualidade no serviço, mas que isso não aconteceu, segundo o candidato. Ele afirmou que, se eleito governador, vai exigir da empresa um plano de investimentos e mudanças na direção que sejam necessárias. Disse que vai buscar a fiscalização da Copel junto às delegações federais e colocar a Procuradoria-Geral do Estado para “proteger” o cidadão paranaense em casos levados pelos consumidores à Justiça. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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