Dez adultos e dois adolescentes são resgatados de condições análogas às de escravo no Paraná, após serem atraídos por oferta em rede social
Trabalhadores são resgatados de condições análogas às de escravo no Paraná Dez adultos e dois adolescentes, de 16 e 15 anos, foram resgatados de condições análo...
Trabalhadores são resgatados de condições análogas às de escravo no Paraná
Dez adultos e dois adolescentes, de 16 e 15 anos, foram resgatados de condições análogas às de escravo em Paranacity, no Noroeste do Paraná. Sete deles, incluindo os jovens, são do Paraguai e foram atraídos ao Brasil por meio de uma oferta de trabalho divulgada em uma rede social.
De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), o resgate aconteceu na quarta-feira (30), na zona rural da cidade, onde eles estavam colhendo mandioca. Os nomes dos dois empregadores não foram divulgados oficialmente.
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Os auditores constataram que o grupo estava dormindo em colchões no chão, que foram doados por vizinhos. O imóvel onde estavam abrigados não possuía condições básicas de higiene. Também não foram encontrados alimentos disponíveis aos trabalhadores. Veja no vídeo acima.
Trabalhadores estavam em condições análogas às de escravo, em Paranacity.
Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)
Trabalhadores dormiam em colchões doados.
Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)
"Em conjunto, as condições constatadas ultrapassavam irregularidades trabalhistas isoladas e, segundo a Inspeção do Trabalho, configuravam submissão dos trabalhadores a condições degradantes de trabalho, uma das modalidades de trabalho em condição análoga à de escravo previstas na legislação brasileira", diz o comunicado da AFT.
As pessoas foram resgatadas e levadas a um hotel, onde receberam alimentação e assistência.
Os empregadores, de acordo com a AFT, devem realizar o pagamento das verbas trabalhistas e do valor estimado por danos morais. Os 12 trabalhadores também irão receber o seguro-desemprego destinado a resgatados de condição análoga à de escravo.
Por ter dois adolescentes entre as pessoas resgatadas, há possibilidade de aumento de metade da pena, conforme a AFT.
Trabalhadores eram comandados por intermediário
A AFT informou que, depois que as pessoas demonstraram interesse na vaga divulgada na rede social, um intermediário entrou em contato com elas, apresentando-se como "gato". Ele fez o recrutamento e o transporte até o Brasil.
Desde o fim de agosto, os trabalhadores colheram mandioca em diferentes propriedades da região, obedecendo a ordens desse intermediário.
Um pagamento foi feito somente na primeira semana. Depois, permaneceram sem salário.
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